Obra de design é ponto de partida do projeto
Com unidades de tamanhos diferentes - que
apresentam duas ou três suítes e possuem área de 110 a 169 metros quadrados -, o edifício Arte Arquitetura Itaim é marcado por empenas revestidas com painéis
metálicos e por átrio com obra dos irmãos Campana. Arte Arquitetura é uma família de edifícios residenciais projetada por Rocco Associados. Além da
concepção contemporânea e refinada, que foge da mesmice observada no cenário urbano e estabelece interessante diferencial no mercado imobiliário, a
série destaca-se pela presença de obras de artistas e designers de renome. O primeiro desses empreendimentos é o Arte Arquitetura Itaim, que ostenta uma instalação escultural de aproximadamente 70 metros de altura, feita com tubos de aço e assinada pelos irmãos Fernando e Humberto Campana. Inspirada no biombo Escultura, criado na fase inicial da carreira dos designers, a peça está suspensa como um móbile no centro do átrio de 80 metros de altura, para onde se voltam as circulações de todos os pavimentos. A sustentação é dada pela estrutura espacial metálica que também apóia o vidro da abertura zenital, responsável pela incidência de luz nas áreas internas. "A arquitetura dos edifícios dessa família nasce em função das obras já criadas pelo artista convidado. No caso do Arte Arquitetura Jardins, por exemplo, planejamos a cortina de vidro no átrio para que o painel colorido de Antônio Peticovrecebesse luz natural", explica Luiz Fernando Rocco.
Situado nas imediações da avenida Brigadeiro Faria Lima, o Arte Arquitetura Itaim, com dois subsolos, térreo e mais 24 pavimentos, ocupa o centro de um
lote de formato irregular. O partido é definido por duas grandes empenas, ambas integralmente revestidas por painéis metálicos ondulados na cor
prata e fixadas em perfis de aço. Posicionados longitudinal e transversalmente, esses elementos partem do embasamento e chegam à cobertura, secionando verticalmente a fachada em planos desencontrados. Para ocultar as áreas de serviço dos apartamentos, bem como a laje das máquinas de ar condicionado, os arquitetos desenharam a linha vertical de brises, justaposta a uma das empenas de acabamento metálico. As demais superfícies receberam massa raspada em tom cinza-claro, para estabelecer o contraste suave que reforça a elegância da composição volumétrica.
A marcação horizontal é feita pelos terraços, que evidenciam a largura das salas de estar e podem ser integrados a elas por meio da abertura das grandes
portas de vidro. "O vão é totalmente livre, sem aquelas empenas que se alternam com as transparências nos edifícios neoclássicos e só servem para prejudicar a vista para o exterior", observa Rocco. Os terraços se destacam ainda pela ausência de vigas de borda, pelos guarda-corpos de tela metálica e pelas
lajes, que começam mais espessas e se afinam gradativamente, dando a idéia de leveza. O coroamento é marcado pelo encontro das empenas e pela fusão dos terraços frontal e lateral no nível inferior das coberturas, que ocupam os dois extremos da construção.
Imponente, o lobby de pé-direito duplo é cortado por uma galeria que divide o pavimento térreo em duas porções. De um lado fica a sala de espera e, de outro, o hall dos elevadores, posicionado de frente para o átrio que abriga a escultura. Esta pende sobre um espelho d'água que começa na área externa e se
estende até o interior do edifício, ladeando o percurso de acesso. O lobby também conduz aos espaços de uso comum, como sauna e sala de fitness. A piscina, com deque de madeira, ocupa a lateral que fica mais afastada da construção vizinha e oferece melhor insolação.
No total, são 69 unidades-tipo divididas em três tipologias e mais três coberturas dúplex. Os apartamentos simples têm duas ou três suítes e metragens de 110, 133 ou 169 metros quadrados; os dúplex apresentam áreas de 159, 237 ou 309 metros quadrados. Em todos, os compradores puderam fazer mudanças de layout antes da entrega da obra, de modo que o imóvel atendesse melhor a necessidades específicas.